quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Na verdade, só trai quem é da causa. Lula e o PT não são.

Estranhos estes tempos. Em 1980, Lula e vários companheiros seus ajuntavam-se, promoviam greves contra o “arrocho salarial”, demissões e tal, experimentando borrachadas da polícia e, vez ou outra, eram presos. Não consta que, no estádio da Vila Euclides, foram feitas loas a empresários. Formaram o sindicato mais temido da classe empresarial. Articularam-se com intelectuais esquerdistas da USP, da PUC, de universidades federais, e todas elas viraram pólos irradiadores do esquerdismo brasileiro. Desde sempre, nossos intelectuais e políticos de esquerda morrem de amores e vertem lágrimas de jacaré por Allende, Fidel, Che e suas experiências de sucesso. Em 1990, Fidel e Lula articulam o Foro de São Paulo, aliança ocultada de partidos e grupos terroristas e narcotraficantes, para delinear a política da América Latina contra o neoliberalismo. Sempre amenizaram as penas de seqüestradores, quando não os apoiaram abertamente, de famosos empresários brasileiros, de Abílio Diniz a Washington Olivetto. Nunca apoiaram Israel e, quando Arafat morreu, o PT chorou. Fizeram convênios de troca de informações com o Partido Comunista Chinês e o Partido Socialista Baath Sírio.
Orgulham-se de trafegar muito bem entre as esquerdas européias e trocar experiências entre si. Toneladas de livros e centenas de editoras brasileiras se formaram nessa doutrina. A maioria da elite petista foi presa por participar de ação armada na esquerda revolucionária.
Na campanha de 2002, foram obrigados a baixar o tom para parecerem bons moços. José Dirceu é filmado no documentário “Entreatos”, dizendo ao publicitário Duda Mendonça: “tá muito petista isso, tá muito petista. Precisa reescrever essa fala, tá muito petista...”.
No III Congresso do PT, o socialismo é reafirmado claramente como meta política.
E eis que, em meados deste ano, o empresário Emílio Odebrecht apresenta uma afirmação que me deixou pasmo:

“O presidente Lula não tem nada de esquerda, nunca foi de esquerda”.


Então fui percebendo o tamanho do monstro em que aquilo se tornava. Hoje, graças a Emílio Odebrecht, fico contente e redimido, pois em 2002 eu não votei em um esquerdista. E a política econômica do atual governo atesta o que eu digo.
Temo pelo futuro político de Lula. Se continuar assim, logo ele terá de cerrar fileiras com os Democratas.
Afinal, isso tudo não é um legítimo jogo de quatrilho? Agora por favor: me corrijam se eu estiver errado.

Criticado, traído, mas seguido: a sina do grande líder (essa foi forte!!!)


Em 1994 a inflação chegava aos 40% ao mês e naquele ritmo, terminaria o ano em 5.500%. O país não pagava integralmente sua dívida externa e estava fora do mapa dos investimentos estrangeiros. Diante daquele quadro era necessário convencer trabalhadores, empresários e investidores – todos eleitores, uma vez que era um ano, 1994, de eleições presidenciais – de que, após os fracassados Cruzado, Cruzado 2, Bresser, Verão, Collor e Collor 2, um novo plano contra a inflação funcionaria.
Foi por acaso que o professor FHC, reputado até então como esquerdista e à ocasião na chefia do Itamaraty, estudava uma candidatura a deputado no ano seguinte, foi nomeado Ministro da Fazenda. Pouco versado nos temas da pasta, começou sua gestão com a cantilena até hoje repetida por seus sucessores: não se afastaria do que os economistas chamam de políticas ortodoxas, ou seja, combateria a inflação com as recomendações da cartilha tradicional – juros altos e controle dos gastos públicos. O mesmo que se implantou, à mesma época, na Argentina, no México e numa série de outros países que já se afastaram deste encaminhamento externo danoso à vida nacional. Traiu? Não. Fez o feijão com arroz numa cozinha de um restaurante em que inventar não dá certo.

No caso brasileiro, o desempenho da ortodoxia nos dois anos anteriores tampouco era animador. Afinal, os manuais econômicos não foram feitos para um país em que preços, salários e contratos eram quase todos atrelados a índices de atualização monetária. E quem se ferrou? Adivinha... Esse filme, todo mundo já assistiu hehehe.

Me engana que eu gosto

Seduzido pelo Poder, Lula se esquece de suas raízes e não governa. Miseravelmente discursa. Sempre mentindo. Manipula estatísticas para desinformar no sentido de que seu governo está realizando “o que nunca antes foi feito neste país” – e quando fala isso não se refere à formação de quadrilha, que capitaneou ou testemunhou de perto; tampouco acerca do suborno escancarado a parlamentares ou à queda de ministros e líderes petistas outrora considerados íntegros por corrupção, abuso de poder, peculato e crimes de responsabilidade. Lula quer fazer acreditar que seu governo é um bem e não um mal, que de fato é, para nosso país! Nosso endividamento cresceu para mais de R$ 1.000.000.000.000,00 (UM TRILHÃO DE REAIS!). Isso realmente nunca havia acontecido antes neste país.Nossos impostos jamais haviam sido tão escorchantes. Pagamos ao governo Lula 40% - 2/5 dos infernos, o dobro do que o Visconde de Barbacena cobrava ao exigir o “quinto” – e o dinheiro não é empregado nas necessidades básicas de nosso país, vai para o enriquecimento de banqueiros, para o suborno de parlamentares, para cobrir suas despesas pessoais e prestar sinecuras a amigos e parentes. Collor de Mello seqüestrou a poupança dos Brasileiros. Lula Seqüestrou a Esperança transformando-a em agonia, desespero, desamparo e medo. O estrago por ele promovido à própria noção de “esquerda” no mundo somente poderá ser avaliado com o passar dos anos. Tínhamos Esperança e recebemos a maior traição da história pátria! Quem é o pior? Confira no inocente joguinho abaixo...

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pagou com traição, a quem sempre lhe deu amor

Após ser vaiado no Estádio do Maracanã, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se emocionou e chorou com os cerca de 500 atletas brasileiros (faltaram mais de 160 atletas) que entraram no campo na Cerimônia de Abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.



Ao som de samba e chorinho, os brasileiros entraram e levantaram as arquibancadas do estádio acompanhados da miss Brasil, a mineira Natália Guimarães. Em um palco montado no centro do campo, a vice-campeã do Miss Universo surgiu carregando a bandeira do Brasil e foi aplaudida pelos torcedores. Ao receberem os atletas brasileiros, a torcida os ovacionou e gritou: "eu sou brasileiro com muito orgulho e muito amor", enquanto vaiou a delegação dos Estados Unidos e Venezuela, poupando os argentinos, que até receberam alguns aplausos. Um assessor disse que Lula classificou as vaias como "molecagem", que ficou muito irritado e teria dito: "Eu não tenho medo de vaia." A oposição comemorou. "É bom para ele não se achar dono da opinião pública e saber que há súditos que vaiam", comentou o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB."Essa ação no Maracanã foi fruto de irreverência, um gesto de meninada que quer fazer barulho", rebateu o senador Romero Jucá , líder do governo. Ele lembrou que o escritor Nelson Rodrigues dizia que no Maracanã as pessoas vaiam até minuto de silêncio. Hummmm. Não sei não. Isso tá me cheirando a traição... Ou não...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Mal agradecido

Não leve muito a sério essas histórias de coalizão, de união nacional, de conversações de alto nível. O Governo tem muitos ministérios, o Governo tem muitos cargos, mas nem todos esses cargos e ministérios são suficientes para convencer todos os grandes partidos a entrar nessa união. Ou alguém imagina que Jader Barbalho, José Sarney, Renan Calheiros, Valdemar Costa Neto e outros ilustres líderes políticos estariam dispostos a dividir as responsabilidades de Governo em troca da gratidão do presidente Lula?
Dividir as responsabilidades de Governo – que expressão mais bonita! Parece que os eminentes líderes partidários se reuniram, discutiram um programa político mínimo comum, capaz de atender às idéias de cada um deles. Não é bem assim, claro: dividir as responsabilidades de Governo exige reuniões, mas não para discutir programas nem idéias. Discute-se a divisão das tetas governamentais: quantos ministérios, quantas estatais, quantas diretorias ficam para cada um; se os ministérios virão inteiros, com todo o recheio de cargos, ou se haverá alas específicas para cada partido (o que costuma dar grandes brigas).

Como Lula aguenta tanta traição?


Eu tenho pena de Lula. É incrível como o presidente é mal cercado, coitado. Um dos presos na Operação Xeque-Mate, o tal Dario Morelli Filho, assessor de José de Fillipi Jr. (prefeito de Diadema e caixa de campanha do Apedeuta), é também seu compadre. Assim não é possível. O presidente, vocês se lembram, foi “traído”, como ele disse, por toda a cúpula do PT no episódio do mensalão e todo mundo continua, é claro, no PT. Depois foi “traído” por figurões do partido no episódio do dossiê fajuto. E, agora, deve estar se sentindo traído também pelo compadre. É claro que Lula não sabia que o homem tinha uma casa de jogos em Santos. Eu peço encarecidamente aos amigos íntimos de Lula e mesmo a seus parentes que parem de traí-lo. A continuar assim, não restará outra alternativa ao presidente Babalorixá senão escorar-se nos ombros "honrados " dos deputados Jader Barbalho (PMDB-PA) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Lula jamais vai conseguir um "capote solo" no quatrilho da nossa política. Cada povo com o governo, e os parlamentares que merece.

Falar é fácil. Fazer é um pouco mais difícil.


Após ser eleita, em 2006, a nossa governadora Yeda Crusius prometeu sanear as finanças do Estado, que vivia à epoca sob risco de insolvência, com um déficit fiscal de R$ 1,2 bilhão, ano passado. Para este ano, a projeção é de um déficit de R$ 600 milhões. Ocorre, porém, que os planos da governadora para reduzir o rombo nas contas do Estado passavam por um pacote fiscal que previa o aumento na arrecadação do ICMS. Até agora, a base política dos tucanos fracassou em duas tentativas de aprovar a Lei na Assembléia Legislativa. A primeira, ainda em 2006, com a mensagem de seu antecessor, Germano Rigotto do PMDB, aos deputados e, em novembro de 2007, quando o projeto foi derrubado por 34 votos a 0. Traídos?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vivendo e aprendendo


Há a elaboração de cartilhas, com dinheiro público por sinal, o que está sendo questionado, tentando provar que você e eu, leitor, assim como nove em cada dez brasileiros estamos errados em nossa percepção da realidade. Que não é verdadeira a nossa percepção de que há mais assaltos hoje do que há dez anos, que há mais desemprego hoje do que há dez anos, que o governo Lula é uma continuação piorada do governo FHC. Verdadeira é a cartilha do Duda Goebbels" Mendonça que, por vias tortuosas, “prova” que o contrário da realidade é que constitui a “verdade” governamental.

Enganar é uma forma de trair

Engambelação passou a ser outro problema. Enquanto o Brasil segue ladeira abaixo numa escalada pavorosa de desemprego, subemprego, ausência de considerações sociais, enfim, que não sejam na condição de esmolas, a propaganda martela tanto e por tantas vezes coisas até verossímeis, se a prática, se a vida concreta não as desmentisse, mal sejam pronunciadas, o que deixa a militância inocente e pouco instruída, além de emocionalmente envolvida, num engajamento enlouquecido, tentando provar que “não está tão ruim”, como se isso fosse o suficiente para um governo que prometia mudanças e não cumpriu, que traiu a vontade do eleitorado. Se o PT prometesse na campanha o que está fazendo na prática, ou seja, aumentar o desemprego e o desespero, mantendo os tucanos como donos do Banco Central do Brasil e aumentando a concentração de rendas ampliando o fosso entre ricos e pobres neste país, sem dinheiro para nada a não ser o pagamento dos juros de uma dívida que só faz crescer, tenho dúvidas se teria sido eleito.

Êta joguinho....

O quatrilho é jogado por 4 pessoas. Mas não é necessariamente um jogo de duplas. O primeiro a jogar, chama uma carta do baralho. Quem possuir aquela carta na mão, deve permanecer em silêncio, e será o seu parceiro durante aquele "mesa". E é aí que começam os embates. O filme compara o jogo ao amor. Você pensa que seu parceiro é um... mas seu parceiro pode ser outro. E o seu parceiro, às vezes pensa que você está com ele, mas quando nota, é traído no momento em que você faz um "capote" e ganha o jogo sozinho. Mas o jogo da traição está mais para política do que para o amor.

Quem conhece o quatrilho?

O filme homônimo explicou de forma romanceada. Mas a gente explica de novo, e de forma direta. Quatrilho, é o jogo da traição. Talvez, o mais fascinante dos jogos de carteado. Jogado com baralho espanhol, foi trazido ao Brasil pelos imigrantes italianos. Os melhores jogadores do país são os nossos gringos da serra. Nas mesas deste jogo, é costume apenas a participação de homens. Meu avô paterno, quando vivo sempre dizia: "Mulher de bem, não joga quatrilho."